ANC completa 100 anos e reinaugura casarão em Pelotas

Após um longo período de obras durante a pandemia, a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) reinaugura sua sede em cerimônia dia 29 de novembro, às 19h, em Pelotas (RS). O casarão, construído entre o fim do século XIX e início do século XX, foi totalmente restaurado, mantendo a fachada original e um trecho importante da história da pecuária nacional. De valor inestimável, o imóvel está inventariado como patrimônio histórico do município de Pelotas. Nele, estão arquivados documentos raros que retratam a história da pecuária brasileira, como o primeiro Herd-Book do Brasil, o primeiro livro de registro de animais de raça do país, datado de 1906. Com papel essencial no registro e melhoramento dos rebanhos brasileiros, a associação também completa, em 2021, cem anos de sua fundação. Criada em 15 de novembro de 1921 com o nome de Associação do Registro Genealógico Sul rio-grandense, é responsável pelo registro de mais de 30 raças atualmente.

O presidente da ANC, Ignacio Tellechea, explica que a reforma do casarão representa a nova visão da entidade, focada na tecnologia, na sustentabilidade e na qualificação da prestação de serviços. “Eu acredito que com essa modernização da sede alcançamos bases muito sólidas para alçarmos novos voos em busca de uma excelência ainda maior no que fazemos, mas sem perder nossas raízes”, projetou. Apesar de estar integralmente preservada em sua fachada, o casarão foi modernizado em suas estruturas internas, comportando um novo tempo de modernização e avanços da pecuária. 

Situado na Rua Anchieta, o prédio abrigou as atividades da ANC desde os anos 40. A edificação foi adquirida em 1942 e passou por quatro grandes reformas: 1945, 1975, 2001 e 2020. Esta última obra teve seu início em janeiro do ano passado e foi assinada pelo arquiteto e urbanista e diretor da AT Arquitetura, Mauricio Ceolin. Ele afirma que o grande desafio foi unir toda a tradição da ANC com a visão moderna da entidade.” Nós queríamos demonstrar a importância que a ANC tem e para isso não bastava replicar o que havia a 100 anos atrás, mas sim utilizar esse cenário para construir um conceito contemporâneo. Isso pra mim é recuperação de patrimônio: é ele sendo usado hoje sem perder suas características históricas”, ponderou o arquiteto.

Foto: Carolina Jardine

Voltar