Canchim integra banco de dados do Promebo

Os criadores de Canchim agora têm acesso aos dados de animais da raça no banco do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo). A novidade, que integra uma parceria entre a Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), a Associação Brasileira de Criadores de Canchim e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), visa qualificar as informações genéticas da raça.

Segundo a superintendente de registro da ANC, Silvia Freitas, o processo de adaptação do Canchim no Promebo foi realizado ao lado do registro genealógico da raça, que iniciou em março de 2020. “Desde o ano passado, estamos trabalhando nos pontos necessários para que os animais Canchim possam estar aptos ao Promebo da forma mais consistente possível. Essa preocupação traz a segurança que precisamos para gerar e divulgar os dados para uso dos criadores”, destacou. Silvia ressaltou que o fato do registro ser cadastrado no mesmo banco aumenta a confiabilidade do resultado.

Com a mudança, os criadores passam a ter em mãos dados mais consistentes de forma dinâmica e ágil por meio do Origen. O pesquisador e chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), Fernando Cardoso, explica que as informações coletadas nas fazendas serão combinadas com pedigree e rodadas na avaliação genética em um curto período. “O ganho nos rebanhos é que, selecionando pelos índices e DEPs, os criadores vão gerar animais mais produtivos e que ganhem mais peso, com maior efetividade de produção no sistema que eles possuem”, ponderou.

Para Cintia Righetti Marcondes, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste e presidente do Conselho Deliberativo Técnico da Canchim, o Promebo possibilita uma avaliação diferenciada aos pecuaristas, que poderão utilizar as ferramentas para descarte, registro genealógico, venda e retenção de animais. “A participação em um programa de avaliação genética sempre traz muitos benefícios aos criadores. Na raça Canchim, visualizamos que o Promebo pode trazer ganhos genéticos e organizar os dados gerados nas fazendas”.

Foto: Maury Dorta

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