ANC Herd Book Collares

COMO INGRESSAR NO REGISTRO GENEALÓGICO

1-AQUISIÇÃO DE VENTRE

a) Ao adquirir um animal portador de Certificado de Registro (Provisório, Definitivo ou de Controle de Genealogia), o criador deverá aguardar o processo de transferência, que dependerá do envio da autorização do vendedor, juntamente com o Certificado Original, à Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), onde será emitido um novo documento em nome do novo proprietário.

b) No caso de animais importados, será necessária a seguinte documentação:

- Certificado de Registro ou de Exportação do SRG (Serviço de Registro Genealógico) do Herd-Book congênere, do país de procedência, devidamente transferido ao comprador;
- Certificado de Pedigree Completo;
- Cópia da Fatura Comercial;
- Cópia da Declaração de Importação ou do extrato da Declaração;
- Cópia da Performance;
- Autorização de Importação fornecida pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

c) Ao adquirir fêmeas importadas, com serviço de cobertura ou inseminação artificial, é necessário que o SRG do Herd-Book do país de procedência forneça o Atestado de Cobertura, devidamente autenticado por ele, juntamente com a cópia do Certificado de Registro do reprodutor, contendo, no mínimo, três gerações conhecidas, além do próprio indivíduo.

2- COMUNICADO DE COBERTURA

a) O criador terá o prazo de até 180 dias, após a ocorrência, para comunicar as coberturas e inseminações das matrizes, tanto de sua propriedade como de terceiros, desde que estejam sob sua responsabilidade. O comunicado poderá ser realizado via internet, através da área restrita do site da ANC, a qual será acessada pelo próprio criador, por meio de login e senha, ou por pessoas autorizadas por ele. Ou ainda, através de um formulário padrão link para baixar o formulário de cobertura , devidamente preenchido, assinado e enviado à ANC.

b) Quando for efetuada a venda de uma fêmea servida, cabe ao vendedor, comunicar as coberturas ou inseminações, ao SRG.

c) No caso em que o criador mude de reprodutor ou faça cobertura a campo após a inseminação artificial, num período inferior a vinte e cinco dias após aquele serviço, para que o SRG inscreva os produtos em seus Livros Genealógicos, terá de ser feita, previamente, a confirmação de parentesco, por exame de DNA, para definição do genitor, sempre que o período de gestação gere dúvida em relação ao pai.

2.1- Inseminação Artificial

d) O criador que utilizar inseminação artificial em animais de seu próprio rebanho, somente terá os produtos inscritos no registro genealógico provisório ou de nascimento, se comprovar a aquisição do sêmen, através da remessa ao SRG, de uma via da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento produtor ou comercializador de sêmen, devidamente registrado no órgão competente do MAPA. Da Nota Fiscal deverá constar o nome completo e legível do adquirente, a data da aquisição, o número da partida e de doses vendidas, além da identificação do touro com o nome, número de HBB, raça e categoria a que pertence.

e) No caso de um Médico Veterinário congelar sêmen em uma propriedade, para uso exclusivo em fêmeas da mesma, deverá o proprietário do touro enviar ao SRG, o Atestado de Coleta e Congelamento de Sêmen, identificando o reprodutor e o número de doses produzidas. Deve constar, ainda, no referido documento, o local, a data, seu nome (por extenso e de forma legível), sua assinatura e o número de inscrição no Conselho de Medicina Veterinária. Neste caso, não é permitida a utilização em matrizes de terceiros, para fins de Registro Genealógico dos produtos.

f) O SRG manterá um controle de estoque de sêmen, mediante a apresentação, por parte do criador, dos documentos mencionados nos itens d e e.

3- TRANSFERÊNCIAS DE EMBRIÕES E FECUNDAÇÕES IN VITRO

a) O criador que desejar inscrever no SRG os produtos oriundos de TE (Transferência de Embrião) ou de FIV (Fecundação In Vitro) deverá comprovar a aquisição dos embriões ou dos ovócitos congelados, através da remessa de uma cópia da Nota Fiscal emitida pelo estabelecimento produtor ou comercializador de embriões, devidamente registrado no órgão competente do MAPA. Dela terá de constar o nome completo do comprador, a data da aquisição e o número de embriões ou ovócitos vendidos, além da identificação da doadora dos embriões ou dos ovócitos e do reprodutor utilizado. A identificação será composta pelo nome, número de registro, raça e categoria a que pertencem os doadores.

b) Para que o produto oriundo de TE possa ser inscrito no SRG, devem ser observados os seguintes critérios:
- A doadora e o reprodutor utilizado para fecundá-la, através de monta natural ou inseminação artificial, devem ser portadores de Registro Genealógico Definitivo e devidamente identificados por exame de DNA;
- Os exames de verificação de parentesco deverão ser realizados de acordo com as normas vigentes, somente em Laboratórios de Imunogenética devidamente credenciados pelo MAPA, os quais ficam obrigados a enviar cópias dos resultados das análises efetuadas diretamente ao SRG. O registro dos produtos será feito somente após a confirmação de parentesco com os doadores declarados;
- O criador terá de enviar ao SRG a comunicação da cobertura, da colheita dos embriões e dos implantes, através dos formulários abaixo.
download Comunicado de Cobertura
download Relatório de Coleta de Embriões
download Relatório de Implante de Embriões
- Deve ser feita a Comunicação de Nascimento, identificando a receptora e o número do Relatório de Origem. No caso de embriões congelados, acesse o link abaixo.
Download Comunicado de Nascimento por TE ,TEI e FIV


c) Mediante comunicações específicas e/ou impressos padronizados, produtos oriundos das técnicas de micromanipulação de embriões, como técnicas de bipartição ou de fecundação In Vitro, poderão ser inscritos no SRG, desde que sejam observados os seguintes procedimentos:
- O criador deverá fazer a comunicação em formulário próprio, assinado pelo Médico Veterinário responsável, contendo a identificação da doadora, do reprodutor utilizado, a data da colheita dos ovócitos, a data da FIV e a data da transferência dos embriões;
- o período de gestação será contado a partir da data indicada como sendo a da FIV;
- poderá ser utilizada uma única dose de sêmen para fecundar vários ovócitos da mesma doadora ou de doadoras diferentes;
- será permitida também a utilização de mais de uma dose de sêmen, do mesmo reprodutor ou de reprodutores diferentes, em uma mesma FIV, desde que o fato seja registrado na comunicação ao SRG;
- em qualquer dos casos será exigida a verificação de parentesco através de exame de DNA do produto, do doador e da doadora, para concessão do registro provisório. No caso do uso de ovócitos ou sêmen de mais de um doador, na mesma FIV, será exigida a verificação de parentesco por exame de DNA excludente. Compreende-se por exame excludente a verificação de vínculo genético de cada um dos produtos com todos os touros ou matrizes utilizados, conforme o caso, vindo o produto a ser inscrito no SRG com a paternidade e/ou maternidade do doador que qualificar e mediante a não qualificação como filho perante aos demais doadores utilizados;
- uma vez implantados os embriões oriundos da técnica de FIV, os produtos ficam sujeitos à mesma regulamentação prevista para a técnica de TE do Regulamento do SRG.

4- COMUNICADO DE NASCIMENTO

a) O criador terá o prazo de até 180 dias, após a ocorrência, para comunicar os nascimentos dos produtos que serão registrados como de criação do proprietário da matriz, na data do nascimento.

b) comunicado poderá ser realizado via internet, através da área restrita do site, a qual será acessada pelo próprio criador, ou por pessoas autorizadas por ele e que possuam o login e a senha, ou ainda, através de um formulário padrão link para baixar o formulário de nascimento , devidamente preenchido, assinado e enviado à ANC.

5- REGISTRO PROVISÓRIO
a) Tão logo sejam inscritos os produtos, será enviado ao criador o Controle Provisório Coletivo, onde constarão o número de registro do animal, junto a outras informações, as quais deverão ser conferidas pelo Inspetor Técnico, durante a inspeção zootécnica do mesmo, para posterior emissão do Registro Definitivo.

6- INSPEÇÃO TÉCNICA

a) Ao receber o Certificado de Registro Provisório, o criador deverá atentar-se para a sua validade, que será de até os 48 meses de idade, exceto nas raças Aberdeen Angus, que será até os 18 meses para machos e 15 meses para fêmeas; e, na raça Hereford, 36 meses para machos e 42 meses para fêmeas.

b) O criador deverá solicitar ao SRG a presença do Inspetor Técnico credenciado, para efetuar a revisão dos animais registrados em caráter provisório.

c) Os animais confirmados pelo Inspetor Técnico terão seus registros alterados da condição de Provisório ou de Nascimento para Definitivo.

7- NOME DOS ANIMAIS E REGISTRO DE AFIXO

a) O criador que registrar seus produtos no SRG poderá usar um afixo na composição do nome de seus animais, na forma de prefixo ou sufixo.

b) Uma vez registrado um afixo, seu uso passará a ser de exclusiva propriedade de quem o inscreveu.

c) É permitida a troca ou transferência de afixo entre criadores somente se houver autorização do respectivo proprietário, em documento assinado por ele ou por seu representante legal.

d) Quando o criador registrar um afixo, este passará a fazer parte do nome de seus animais. O nome deverá, então, ser formado pelo afixo, acompanhado de nome(s) e/ou número(s) que identifiquem o animal.

e) O produto nacional obtido através de TE será identificado de acordo com a regulamentação, devendo constar de seu nome a sigla TE, assim como na tatuagem, independentemente de qualquer outro utilizado pelo criador. No caso de embriões importados, deve-se usar a sigla TEI. Ou ainda, os produtos oriundos de Fecundação In Vitro, deverão carregar a sigla FIV em seu nome e tatuagem.

f) Não será permitido o uso de nomes que ultrapassem o limite de quarenta (40) caracteres.

Instruções para tatuar o rebanho:

I. Limpe a orelha do animal com um pedaço de tecido, retirando a matéria gordurosa; observe se o animal possui verruga nessa região, em caso positivo, aconselha-se deixar para tatuá-lo por último, a fim de evitar a contaminação do restante do rebanho. Após tatuar o animal infectado, o aparelho e os números devem ser fervidos e desinfetados com álcool.

II. Prepare a tatuadeira com a numeração desejada e, antes de usá-la, experimente em um papelão, para certificar-se de que os algarismos estão ordenados corretamente.

III. Utilizando um pincel pequeno ou uma escova de dentes, passe a tinta nos números colocados na tatuadeira. É essencial que a cabeça do animal seja contida firmemente, pois ao mover-se, corre-se o risco de assinalar por duas vezes o mesmo número. Ao encontrar o lugar exato na orelha do animal, pressione a tatuadeira de uma só vez. Após retirá-la, friccione com o dedo polegar na ferida deixada pelos números.

IV. Aconselha-se tatuar os animais, nas duas orelhas, a fim de facilitar e evitar perda de tempo com a procura pela orelha identificada. Isto ainda facilita na interpretação de números pouco legíveis, considerando que se a primeira tatuagem vista, não estiver perfeitamente nítida, haverá a outra orelha do animal, onde possivelmente o algarismo pouco visível naquela, estará mais compreensível nesta.

V. Na parte inferior da orelha esquerda deve ser colocado o código do criador, que é acompanhado do símbolo da ANC e aplicado pelo Inspetor Técnico quando da inspeção para confirmação de registro.

VI. Após usar a tatuadeira e os algarismos, recomenda-se limpá-los, o que pode ser feito com uma escovinha e água quente e secá-los ao sol. Evite usar produtos gordurosos nos números, pois isto prejudica o funcionamento do aparelho no próximo uso.

Erros encontrados com mais frequência:

* Números invertidos, se deve à falta de verificação antes de usar a tatuadeira;
* Numeração localizada na parte externa da orelha;
* Repetição da tatuagem, quando isto ocorre, a fim de evitar a existância de dois animais com numeração idêntica no mesmo plantel, sugere-se, acrescentar o algarismo zero à esquerda da numeração de um dos animais, para diferenciá-los. Porém, se o algarismo repetido não for em animais de mesmo sexo, não se faz necessário o acréscimo.

GRAVURA ILUSTRATIVA:


8- INSPEÇÔES

a) De seleção : Para identificar os produtos inscritos, tatuando-os e marcando-os, conforme for o caso, com o símbolo específico para sua categoria de registro, precedido de letras ou números que identifiquem o criador, retatuar os que estiverem com a numeração pouco visível e verificar as possíveis alterações;

b) De verificação : A juízo do CDT (Conselho Deliberativo Técnico), do Superintendente do Serviço de Registro Genealógico ou do MAPA, ou realizada de acordo com plano anual para verificação dos rebanhos.

c) O criador deverá solicitar ao SRG a presença do Inspetor Técnico credenciado, para efetuar a revisão dos animais registrados ou controlados em caráter provisório. A idade máxima para a inspeção de confirmação de registro será de quarenta e oito meses, para todas as situações e raças registradas pela ANC, à exceção das raças Aberdeen Angus e Hereford, conforme já explicitado na alínea a do item 6 (Inspeção Técnica).

d) Os animais confirmados pelo Inspetor Técnico terão seus registros alterados da condição de Provisório ou de Nascimento para Definitivo, enquanto que os animais não confirmados terão seus Certificados Provisórios, recolhidos pelo referido Inspetor, que os remeterá ao SRG para a devida baixa, informando o motivo da desclassificação. Também serão recolhidos e enviados ao SRG da ANC, os Certificados de Registro dos animais que forem marcados a fogo candente, tanto no caso de marca simples como dupla, depois de já emitidos os Certificados de Registro Definitivo. A remessa deverá ser feita junto com o laudo da nova inspeção.

e) As fêmeas gêmeas com macho deverão ter sua fertilidade comprovada para receberem o Registro Definitivo.

f) As normas para os trabalhos de inspeção serão disciplinadas pelo CDT da ANC, podendo, sempre que necessário, serem alteradas, a fim de melhor disciplinar o serviço.

g) Os trabalhos de inspeção obedecerão às seguintes condições:

Para que um animal receba a confirmação de registro, será necessário que apresente características raciais definidas e não possua defeitos com a possibilidade de transmissão ou que venham a prejudicar a sua função, além de confirmar os dados constantes do registro provisório ou de Controle de Genealogia. Condições desclassificatórias:

∗ que esteja fora das características raciais
∗ bragnatismo
∗ prognatismo
∗ nanismo
∗ hérnias
∗ síndrome e paresia espástica
∗ dupla musculatura (Culard)
∗ hermafroditismo
∗ hiper e hipotricose
∗ anormalidades do aparelho reprodutor:
∗ monorquidismo
∗ criptorquidismo
∗ hipoplasia testicular
∗ infantilismo genital
∗ hérnia umbilical
∗ Free-Martin: desde que não comprovada a fertilidade através de parto, ou diagnóstico de gestação, comprovando prenhês.
∗ Todo e qualquer defeito transmissível que possa comprometer a performance do indivíduo ou de sua progênie.


 

Site desenvolvido por: